26 de dez. de 2008

Reflorestamento com auxílio de MORCEGOS

Pesquisadores da Unesp e da Embrapa desenvolvem técnica inovadora para reflorestamento com auxílio de morcegos, que dispersam sementes de frutos de plantas utilizadas na recuperação de áreas degradadas.
Espécies de três gêneros de morcegos frugívoros são os atores principais de uma técnica inovadora para o reflorestamento de áreas degradadas, desenvolvida por biólogos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Colombo (PR).
Os morcegos, que voam por grandes distâncias e se alimentam de frutas, carregam no intestino sementes de espécies pioneiras, consideradas as mais importantes na redefinição da estrutura vegetal de uma floresta e que, por isso, devem ser plantadas antes de qualquer outra espécie. Ao defecar durante o vôo eles fazem o plantio natural das sementes.
A técnica funciona com base na atração dos morcegos por meio de óleos essenciais isolados a partir de frutos usualmente consumidos por eles, em especial dos gêneros Ficus, Solanum e Piper, acelerando a dispersão de sementes em regiões que precisam ser convertidas em florestas novamente para atender à legislação ambiental, como áreas de agricultura e pastagem abandonadas.
“Como os morcegos são atraídos pelo aroma dos óleos essenciais, nós os induzimos a depositar em locais que desejamos recuperar sementes contidas em suas fezes, colhidas em regiões não degradadas. Dessa forma, podemos aumentar a chuva de sementes vegetais de interesse em qualquer região devastada”, disse um dos autores do trabalho, Gledson Bianconi, pesquisador do Instituto de Biociências da Unesp, em Rio Claro (SP), à Agência FAPESP.
O estudo, desenvolvido em parceria com a pesquisadora Sandra Bos Mikich, da Emprapa Florestas, trabalhou com morcegos frugívoros de três gêneros: Artibeus, Carollia e Sturnira, comuns em matas brasileiras e em outros países das Américas do Sul e Central.
“Escolhemos os morcegos porque, além de voar por longas distâncias, esses mamíferos têm um consumo preferencial de frutos de plantas utilizadas na recuperação de áreas florestais. Outra vantagem é que eles defecam muito rápido, minutos após o consumo de alimento”, conta o pesquisador da Unesp.
O trabalho ficou em primeiro lugar na 11ª edição do Prêmio Ford Motor Company na categoria Iniciativa do Ano em Conservação, concedido pela Ford Brasil e pela Conservação Internacional do Brasil.
Fonte: Thiago Romero - Agência Fapesp.

5 comentários:

Anônimo disse...

O mascote do Flamengo é o Urubu, Corinthians o Gavião, Palmeiras o Porco e o Bagaceira o Morcego... time grande é assim tem o seu mascote.

Anônimo disse...

quero saber quem ta falando de mim sera que posso cuidar da natureza..
Tem um tal de Tanaka que estou pedindo voz de prisão para ele porque ele matou um primo meu..

homicídio doloso (com intenção de matar) A pena varia de um a três anos de prisão.
vai ter que passar maquina dentro da cela Tanaka....

Anônimo disse...

gostaria de dizer q não gostava da ideia de morcego,mas agora depois deste fato relatado estou muito feliz em acharem q tambem sou um morcego,q os morcegos possam reina o mundo,viva os morcegos.

Anônimo disse...

e deixa bem claro q não matei morcego algum ,q quem matou o morcego foi um carteiro,fui chamado mas cheguei tarde,o bicho já havia sido executado.

Anônimo disse...

Estou muito feliz com a decisão do EC Bagaceira em escolher o Morcego como mascote, pois o mesmo tem uma função importante no reflorestamento... já falamos o Baga é mais que um time de futebol ,tem como meta melhorar o ambiente em que vivemos de uma forma sustentavel...